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Milho: USDA reduz estimativa para safra global; volume deve atingir 1,4 bi de toneladas

O relatório de oferta e demanda mundial de milho do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA)  para o mês de novembro estimou a safra global 2020/21 em 1,144 bilhão de toneladas, abaixo das 1,158 bilhão de toneladas indicadas em outubro.

Os estoques finais da safra mundial 2020/21 foram projetados em 291,43 milhões de toneladas, abaixo das 300,45 milhões de toneladas indicados no mês passado, enquanto mercado apostava em um número de 297,8 milhões de toneladas.

 safra dos Estados Unidos 2020/2021 foi reduzida de 373,95 milhões de toneladas para 368,49 milhões de toneladas. A estimativa de safra brasileira é de 110 milhões de toneladas, sem alterações ante o mês passado. A produção da Argentina deve atingir 50 milhões de toneladas, sem mudanças.

A Ucrânia teve sua projeção de safra reduzida de 36,5 milhões de toneladas para 28,5 milhões de toneladas. A África do Sul teve a safra elevada de 14 milhões de toneladas para 16 milhões de toneladas. A China teve sua estimativa de produção apontada em 260 milhões de toneladas, sem alterações.

Para a safra global 2019/2020, os estoques finais foram projetados em 303,33 milhões de toneladas, contra as 304,24 milhões de toneladas apontadas no mês passado, enquanto mercado apostava em um número de 300,9 milhões de toneladas.


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Soja: chuvas mais volumosas auxiliam na recuperação das lavouras
Chuvas na semana passada em muitas regiões produtoras aliviaram sojicultores brasileiros, que temiam que o tempo seco prejudicasse fortemente a safra. Os volumes de precipitações, no entanto, foram distintos dentre as praças acompanhadas pelo Cepea.No Sul do País, especialmente no Paraná, em São Paulo e em Mato Grosso do Sul, ainda que as chuvas tenham ficado abaixo do esperado, já auxiliam na recuperação do desenvolvimento das lavouras. Além disso, essa recente umidade deve permitir o replantio e a finalização do cultivo. Em partes do Centro-Oeste, as precipitações foram irregulares e, com isso, produtores estão à espera de chuvas em maior intensidade nos próximos dias. Quanto à comercialização, segue lenta em muitas regiões brasileiras. Além de grande parte da safra já ter sido negociada, incertezas relacionadas ao tamanho da produção limitam a liquidez.
SAIBA o que pode fazer o milho subir ainda mais
De acordo com a TF Consultoria Agroeconômica, o mercado de milho “sobe de maio em diante”, mostrando possibilidade de escassez no período:“O mercado futuro do milho em São Paulo fechou em alta para todas as posições, exceto Março 21, que fechou em levíssima queda, mostrando a possibilidade de falta de produto a partir deste mês no próximo ano, diante da estiagem que assola muitos estados produtores no Brasil”.Com isto, as cotações de janeiro avançaram R$ 0,01/saca para R$ 78,84; para março de 2021 recuaram mais R$ 0,01 para R$ 78,77 e avançaram R$ 0,39/saca para R$ 74,20 para maio.“Quem seguiu nossa orientação aumentou os ganhos para R$ 5,23/saca para março. Nossa insistência em observar e usar a cotação de março para fixar preço não é em vão: quem seguiu nossa orientação ganhou hoje mais R$ 0,01/saca, perfazendo R$ 5,23/saca ou R$ 2.353,50/contrato ou ainda 6,23% em apenas duas semanas, o que não é nada mau diante de uma Selic de 2% ao ano”, comentam os analistas de mercado.O mercado pode reverter para cima? “Nossas previsões sempre foram de queda a curto prazo, mas, a médio e longo prazo começam a reverter para cima, diante dos problemas que ocorrem sobre a safra de verão no RS, Oeste de SC e do PR e que devem se agravar a partir de março, quando acabar o estoque curto da safra de verão nestes estados, que são grandes consumidores de milho. Para o primeiro semestre de 2021 os preços devem continuar muito firmes, no Brasil”, completa a TF.FATORES DE ALTA;- Boa demanda externa: no seu relatório de novembro o USDA quase dobrou a sua estimativa de importação de milho pela China, passando de 7 para 13 milhões de toneladas para o ano comercial de 2020/21;- Provável safra americana de milho menor: no mesmo relatório o USDA reduziu a sua estimativa da safra americana de milho de 2020/21 de 373,95 milhões de toneladas para 368,49 MT, queda de 10,54 milhões de toneladas, o que é bastante significativo;- Provável quebra da safra de verão nos principais estados consumidores do Brasil. No seu levantamento de novembro a Conab estima uma redução de 2% na área plantada com milho no Brasil e reduziu em 0,3% a sua estimativa de produção em relação à estimativa de outubro, devido aos problemas climáticos em alguns dos principais estados produtores.FATORES DE BAIXA;- Preços pararam de subir ao atingirem níveis semelhantes aos da importação, como mostram os gráficos do Cepea em Campinas e na B3 abaixo;- Embora haja a continuação da forte demanda de exportação para 2021, o dólar deverá jogar contra, estando prevista queda dos atuais níveis de R$ 5,38 para R$ 4,10 dentro dos próximos 12 meses, justamente os de maior exportação de milho.
Lucro da soja deve bater os 68% no ano que vem.
Os preços da soja deverão se manter elevados e muito lucrativos, mas tem pouca chance de subir muito mais do que os patamares atuais, aponta a TF Agroeconômica. “Os preços da soja para 2021 atingiram níveis excelentes e muito lucrativos para o produtor, algo como 67,91% depois de pagas todas as despesas”, aponta a equipe de analistas.Para os especialistas, no entanto, por enquanto não há projeções de fatores que levem os preços a subir mais: “Embora haja fatores altistas (que manterão os preços elevados), eles parecem não ter força suficiente para elevá-los ainda mais, mas também não os deixarão cair”.“Dos três fatores principais que compõe o preço da soja: Chicago, Prêmios e Dólar, acreditamos que Chicago chegou num nível em que as altas serão menores e mais cautelosas, os prêmios tinham subido mais em outubro e recuaram em novembro, embora ainda estejam o dobro do que estavam em agosto e o dólar tem todas as características de que irá voltar para níveis abaixo de R$ 5,00, como afirmam todos os especialistas do mercado de câmbio, sendo este o principal fator responsável pela falta de mais elevação do preço da soja em 2021”, explica a TF.Na avaliação dos analistas de mercado, portanto, a safra brasileira de soja de 2020/21 será muito mais lucrativa que a safra anterior, mesmo que seus preços não subam mais, porque os agricultores brasileiros venderam uma quantidade maior do produto a preços maiores. Até o momento, já foram negociados aproximadamente 53% da safra ao preço médio de R$ 130,00/saca, o que garante uma lucratividade ao redor de 67,91%. Na safra anterior, os agricultores venderam mais de 60% da safra a preços inferiores a R$ 100,00/saca.“Mesmo que os preços não subam (muito) mais, o sojicultor brasileiro poderá vender o restante da safra a preços muito lucrativos, uma vez que, como mostramos acima, a tendência do mercado é manter-se em níveis elevados, mesmo que as altas não sejam percentualmente tão grandes como as de 2020”, conclui a TF.
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