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Produção de sementes de soja aumenta 449% em 10 anos em MT, diz pesquisa

Essa demanda está diretamente ligado ao melhoramento genético que ajuda no controle de pragas e doenças e contribui para os acréscimos de produtividade, segundo a associação.

Até a semeadura, o processo possui várias fases, que vão da pesquisa nos laboratórios até a produção pelas sementeiras.

O presidente de uma sementeira em Pedra Preta, a 243 km de Cuiabá, Carlos Ernesto Augustin disse que o avanço da biotecnologia, da genética e a qualidade da semente foram fatores que influenciaram esse aumento.


"Três coisas impactam na produtividade. A melhoria genética, a inclusão da biotecnologia, que ajudaram com a resistência a herbicida e resistência a lagarta, e a qualidade técnica da semente com boa germinação", contou.



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Laboratórios fazem a análise da semente — Foto: Reprodução/TVCA

A sementeira possui 100 mil hectares de área e produz 19 variedades de sementes de soja.

"Temos oito agrônomos acompanhando tudo desde o plantio até a colheita. Este ano nós tivemos entre 90 e 100 sacos por hectare. A média aqui da nossa região foi de 65 sacos", disse o presidente.

Em Mato Grosso, a Associação dos Produtores de Sementes (Aprosmat) realiza as análises de sementes em laboratórios. De acordo com a responsável técnica do laboratório da aprosmat, Daniele Brantester, a partir dos estudos é identificado a qualidade física e fisiológica da semente.


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A geopolítica e seus reflexos no Agronegócio
A população mundial atingiu 7,8 bilhões de habitantes na virada do ano de 2021, e a estimativa é que, em menos de três décadas, chegará a 9 bilhões, segundo o Instituto de Censos norte-americano. Diante disso, a pergunta que fica é: quem irá suprir alimentos para este enorme contingente de pessoas? Neste contexto, falar em segurança alimentar é essencial. Significa dar a todos o direito ao acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente, tendo como base práticas que promovam saúde, respeitem a diversidade cultural e sejam sustentáveis do ponto de vista ambiental, econômico e social.Muitos países têm dificuldades em produzir alimentos em quantidade suficiente para abastecer seus mercados internos, o que não é o caso do Brasil, uma vez que um em cada quatro grãos consumidos no mundo é produzido nas fazendas brasileiras. Arroz, feijão, café, açúcar, suco de laranja, proteína animal, soja e milho são parte da rica e diversificada produção brasileira.De acordo com Rafael Possik,  para empreender no campo é preciso ser inovador e estar antenado com o que acontece no mundo. “É necessário entender a geopolítica e seus reflexos no campo”, destaca.Um exemplo é o que vem acontecendo no conflito entre Rússia e Ucrânia. O primeiro é o principal fornecedor de fertilizantes para as lavouras brasileiras. E os Estados Unidos, que são um dos principais compradores de commodities do Brasil, ao lado da China, apoiam a Ucrânia. “É preciso entender que o conflito da Rússia com a Ucrânia pode elevar o preço do barril do petróleo e, com isso, puxar a cotação do etanol, que além do Brasil já é usado nos Estados Unidos, China e Índia como combustível verde. Esse cenário resulta numa produção menor de açúcar, com a consequente elevação nos preços”, explica José Roberto Cunha, coordenador do curso da FAAP.Na mesma linha, a professora Ana Paula Prado, também coordenadora e professora do curso da FAAP, diz que é necessário, ainda, abordar técnicas de análise prospectiva para enfrentar as adversidades deste mercado. “O agricultor brasileiro é inovador, criativo e a cada ano aumenta sua produtividade, respeitando a biodiversidade.” 
54% dos agricultores pretendem investir em drones neste ano
Mais da metade dos agricultores (54%) pretende aumentar os investimentos em drones neste ano. Este é uma das conclusões do estudo “Situação da Indústria de Drones 2022”, que é divulgado anualmente pela empresa estadunidense DroneDeploy.A pesquisa consultou 766 clientes da empresa, de 20 setores econômicos e mais de 40 países e apontou, também, as principais motivações dos usuários da construção civil e setor de energia, além da agricultura.Entre os entrevistados da agricultura, 33% planejavam aumentar seus gastos entre 10% e 50% e 21% afirmaram que devem aumentar os gastos em 50% ou mais em sistemas e equipamentos para drones.As principais áreas de interesse a serem expandidas incluem pulverização de culturas, fertilização e amostragem de solo. Até 2020, os principais objetivos eram a digitalização de operações (58%) e eficiência no planejamento (50%).Como as empresas de energia, a agricultura ainda usa drones (68%) e uma variedade de outros sensores (21%) para monitorar as áreas de forma digital. Na agricultura, estes recursos podem medir desde umidade do solo e presença de pragas até outras condições das lavouras.MotivaçõesO aumento da produtividade é a principal entrega dos drones na indústria agrícola para 67% dos entrevistados, seguido de perto por operações mais eficientes (64%) e facilidade de documentar a rotina (60%).Em 2021, a eficiência operacional liderava a lista com 56%, seguida por aumento de produtividade (52%) e redução de custos (45%).Os produtores também disseram que a automação é mais importante para seus negócios (57%) do que para outras indústrias, com 30% afirmando que é extremamente importante.Do mesmo modo, o aprendizado de máquina por meio da inteligência artificial (IA) é classificado por 57% dos entrevistados como altamente importante para o agronegócio.Ao mesmo tempo, um menor número de entrevistados tem planos de expandir o mapeamento aéreo no próximo ano em relação à pesquisa de 2021, mas ainda assim são uma maioria com 58%.54% dos entrevistados da agricultura disseram que os drones se tornarão muito mais comuns nos próximos dois anos; com 15% dizendo que serão onipresentes.
Colheita da soja atinge 76,4% no Brasil; veja a evolução dos estados
A colheita da safra de soja 2021/22 do Brasil está em 76,4% da área total esperada até a última sexta-feira (25) de março. A estimativa parte de levantamento da consultoria Safra & Mercado. Na semana anterior a colheita estava em 69,9%.Os trabalhos estão bem adiantados em relação ao ano passado, que tinha índice nesta época de 66,9% e também em relação à média normal para o período, que é de 68,9%.Em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, os trabalhos já estão virtualmente finalizados, um claro avanço para o período ante o ano passado.Outro dado que também chama a atenção são os números da região do Matopiba. Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia estão com o estágio de colheita muito à frente do que o registrado em 2021. Assim, Piauí é o que mais se sobressai: aumento comparativo de 52%.No lado negativo, apenas São Paulo e Santa Catarina, com 85% e 36%, respectivamente, possuem evolução inferior a que era registrada no mesmo período de 2021, quando o estado paulista contava com 87% da área colhida e o catarinense com 42%.Veja o quadro com a evolução da colheita:
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