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Soja deve crescer 3% na safra 2019/20:

No caso do milho, há potencial para chegar a 100,3 milhões de toneladas, queda de 1%.


A safra brasileira de soja da temporada 2019/20 tem potencial para atingir 122,9 milhões de toneladas, de acordo com o analista-chefe da DATAGRO Grãos, Flávio Roberto de França Júnior. Se esse volume for realmente concretizado, representará um crescimento de 3% sobre o resultado da safra anterior.

Segundo aponta o mais recente levantamento da consultoria agrícola independente referente a 31 de janeiro, a área plantada com a oleaginosa no ciclo 2019/20 está prevista em 37 milhões de hectares. Isso significa um avanço de 2,9% em relação à safra anterior. Por outro lado, a produtividade média está estimada em 3.319 quilos por hectare, um rendimento levemente abaixo da temporada passada.

MILHO;

“No caso do milho, a safra brasileira total 2019/20 tem potencial para alcançar 100,3 milhões de toneladas, montante que se for confirmado significará queda de 1% na comparação com o resultado do ciclo anterior. A área total plantada com o grão na temporada 2019/20 está estimada em 18 milhões de hectares, avanço de 2% na comparação com a safra anterior”, aponta a DATAGRO Grãos.

De acordo com os especialistas, a safra de verão deve chegar a 25 milhões de toneladas, recuo de 4%. Além disso, a segunda safra (popularmente chamada de safrinha) deve totalizar 75,3 milhões de toneladas, o que representa uma ligeira queda em relação ao volume do ciclo anterior.

CLIMA;

Mapas climáticos analisados pela Consultoria ARC Mercosul apontam chuvas pesadas em todas as regiões sojicultoras do Centro, Norte e Nordeste do Brasil nestes próximos 5 dias:

“Até o dia 10 de fevereiro, totais entre 40-75mm são projetados para todo o norte do Paraná, São Paulo, norte do Mato Grosso do Sul, todo o Mato Grosso, Goiás e todo o MATOPIBA. Nossos clientes já estão relatando problemas acentuados na falta de janela de colheita e tempo aberto é necessário imediatamente”.

“Entretanto, para Goiás, Mato Grosso, sudoeste de Minas Gerais e São Paulo as chuvas intensas são projetadas para durar até a segunda metade de fevereiro. No Rio Grande do Sul, o padrão estabelecido atualmente é de temperaturas elevadas e céu limpo. Vale lembrar que a grande maioria da safra gaúcha está em estágios de reprodução e uma estiagem prolongada impediria um desenvolvimento saudável”, concluem os analistas da ARC Mercosul.

Confira mais publicações
Venda da soja e compra à vista de insumos pode ser vantajosa:
A soja disponível em Mato Grosso finalizou a última semana cotada a uma média de R$ 72,89/saca,alta de 1,81%.O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) informou, ontem, em seu boletim semanal, que com 39,52% dos insumos para a soja 2020/21 já comercializados em Mato Grosso, o sojicultor já fixou considerável fatia de seu custo de produção para a próxima safra.“Porém, ainda restam muitos insumos para serem adquiridos e as estratégias de negociação adiantadas podem variar muito. Assim, considerando que o preço da soja disponível está maior do que o valor das fixações para a safra 20-21, a venda da soja recém colhida, aliada à compra à vista de insumos, pode ser benéfica ao sojicultor”.O instituto acrescenta expondo que, “simulando um negócio em que o produtor consiga desconto de 2% na compra à vista ele pode economizar mais de 1sacade soja/ha(aprox. US$ 22/ha–tabela ao lado) em comparação à opção de comprar este insumo a prazo com juros de 0,4% ao mês. Este tipo de cálculo, com adaptações para cada sojicultor, pode gerar diferenças significativas, principalmente para quem utiliza muito o ‘barter’, estratégia crescente no Estado”.A soja disponível em Mato Grosso finalizou a última semana cotada a uma média de R$ 72,89/saca, alta de 1,81%. Além de o dólar ter registrado sua máxima, os bons níveis nos prêmios portuários também influenciaram.
FPA defende reforço no orçamento para o agronegócio:
O Presidente Bolsonaro recebeu os representantes da FPA e destacou a importância do envolvimento da bancada.Garantir acesso à renda, tecnologia e assistência técnica para os produtores rurais no país e a possibilidade de os indígenas explorarem economicamente suas terras com atividades como agricultura, pecuária, foi o tema da reunião desta quarta-feira (12), da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) com o Presidente da República, Jair Bolsonaro, durante café da manhã, no Palácio do Planalto.O Presidente Bolsonaro recebeu os representantes da FPA e destacou a importância do envolvimento da bancada na aprovação do projeto que regulamenta a mineração, produção de petróleo, gás e geração de energia elétrica em terras indígenas (PL 191/2020) no Congresso Nacional.Em tramitação, a proposta dispõe sobre a possibilidade de os indígenas explorarem economicamente suas terras com atividades como agricultura, pecuária, extrativismo e turismo. O presidente FPA, deputado Alceu Moreira (MDB-RS), ressaltou que a medida é importante para legalizar atividades que, na prática, já existem.“Só vai produzir na propriedade o índio que quiser produzir. Mas não tem sentido ele ter 1,311 milhão de hectares como a etnia Parecis, no Mato Grosso, do outro lado tem uma propriedade de 70 mil, 80 mil hectares em que o proprietário vai muito bem, obrigado, e naquela população indígena, o cidadão ter que fazer balaio”, argumentou.Moreira afirmou que é preciso dar condições de escolha aos índios no Brasil. “Não há nenhuma legislação obrigando comunidade indígena a fazer qualquer coisa na sua propriedade. Se o indígena não quiser, ele não faz, se ele quiser continuar vivendo do extrativismo, da caça e pesca, nada interferi nesse projeto de lei,” explicou.O parlamentar ressaltou ainda que será criada uma comissão no Congresso Nacional para “desmistificar” o debate relacionado à produção agropecuária em terras indígenas. Segundo Alceu Moreira, tudo o que for feito nessas áreas deve estar de acordo com a lei. E, citando convenção da Organização Internacional do Trabalho (OIT), acrescentou que o indígena tem o direito de fazer o que ele quiser em suas terras.“A evolução sociológica das comunidades indígenas no Brasil é o isolamento dos índios nas matas, mas hoje isso mudou, alguns já saíram e estão vivendo em vida rural, urbana, com isso, não dá para contornar a liberdade das comunidades com alguém comandando de fora para dentro. Temos que dá a liberdade de escolha para os querem plantar em suas propriedades,” disse.Mais recursos para o Agro – com mais 250 deputados e 40 senadores na bancada, Moreira defendeu também mais investimento para extensão e assistência técnica ao produtor rural.“Um país que se predispõe a ter como um eixo fundamental de sua economia o agro não pode deixar de representar no orçamento assistência técnica e extensão rural, pesquisa e inovação e defesa sanitária. São eixos da garantia da sustentabilidade na produção. Se não está no orçamento, alguém que trabalhou o orçamento não deu a importância devida”, disse o presidente da FPA.Alceu Moreira ressaltou que não é justo uma instituição como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) ter problemas orçamentários enquanto o Brasil tem necessidade de melhorar a sua comunicação científica. “Podemos exigir tudo da Embrapa. O que não podemos é tirar o seu recurso porque ela como instituição de pesquisa é a mais importante nacional e internacionalmente”, afirmou o parlamentar.No fim do ano passado, só na Embrapa, o corte foi de quase metade do que foi destinado em 2019 – a proposta orçamentária do governo destina R$ 1,982 bilhão à estatal em 2020, redução de R$ 1,732 bilhão sobre o valor aprovado para o ano passado, de R$ 3,634 bilhões.De acordo com o líder da bancada, a ministra da Agricultura marcou um encontro com o colega da Economia, Paulo Guedes, para discutir a questão. “O Orçamento agora está na mão da Câmara, na mão do Congresso. Temos que articular para conseguir os recursos necessários”, disse.O encontro da FPA com o Jair Bolsonaro deu sequência a outro, realizado no ano passado, em que foram discutidos assuntos relacionados ao agronegócio e questões políticas. A pauta específica do setor incluiu questões como endividamento rural, demarcação de terras indígenas, tecnologia no campo e mais recursos para o setor, principalmente nas áreas de pesquisa, defesa e assistência técnica.
Algodão: recentes altas afastam compradores:
No geral, a expectativa é que a liquidez doméstica volte a aumentar apenas após o carnaval.De acordo com pesquisadores do Cepea, as negociações envolvendo algodão em pluma estão lentas no mercado spot nacional. As recentes altas nos preços afastaram compradores, que trabalham com estoques e/ou com o produto recebido por meio de contratos.Vendedores consultados pelo Cepea, por sua vez, estão firmes nos valores pedidos, atentos ao elevado patamar do dólar e às altas nos preços da pluma na China.No geral, a expectativa é que a liquidez doméstica volte a aumentar apenas após o carnaval. Entre 11 e 18 de fevereiro, o Indicador do algodão em pluma CEPEA/ESALQ, com pagamento em 8 dias, subiu ligeiro 0,30%, fechando a R$ 2,8571/lp nessa terça-feira, 18.
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