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Confira fatores que vão influenciar a agricultura em 2023

2 de janeiro - 2023

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O ano de 2022 foi atípico para o produtor brasileiro. Apesar de um possível cenário negativista, seguindo a quebra de safra devido o fenômeno climático La Niña e o estopim do conflito entre Rússia e Ucrânia, que impactou diretamente os preços dos insumos e exportações, o Brasil seguiu sendo referência na agricultura mundial. E o que podemos tirar de ensinamentos de tudo isso para a agricultura em 2023?

Apesar das adversidades, a produção de grãos no país bateu recorde na safra 2021/22, chegando na marca de 271,2 milhões de toneladas de grãos, valor 5,6% maior ante ao período anterior, conforme dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Para o futuro, a projeção continua sendo de crescimento exponencial. O produtor brasileiro já está em campo trabalhando na safra 2022/23, que promete ultrapassar mais um recorde em produção. De acordo com o 3º Levantamento de Safra de Grãos, divulgado em dezembro pela Conab, o Brasil deve colher cerca de 312,4 milhões de toneladas de grãos no período 2022/23, 15,3% a mais que na safra anterior. 

Para as alcançar a estimativa recorde, o agricultor precisa estar por dentro de tudo o que pode impactar a sua produção. Por isso, neste artigo vamos levantar alguns pontos que merecem atenção do produtor rural em 2023.

Como fica o clima em 2023?

O clima sempre está no radar de preocupações do produtor. Mas, desde 2020 o La Niña vem chamando uma atenção especial dos agricultores para o clima. De maneira incomum, o fenômeno está se repetindo por três invernos consecutivos. Conforme informações da Organização Meteorológica Mundial (OMM), o La Niña deve durar até fevereiro ou março de 2023.

O La Niña se caracteriza pela queda da temperatura abaixo do normal na superfície do Oceano Pacífico, próximo a Linha do Equador. Devido a extensão do Oceano Pacífico, a ocorrência do fenômeno acarreta consequências climáticas em todo o globo. 

Na américa do sul o La Niña produz seca, principalmente no leste argentino e sul brasileiro. Conforme informações divulgadas pela agência Safras e Mercado, nesta terceira ocorrência de La Niña, o fenômeno vem perdendo força já em janeiro, sendo menos rigoroso do que nos anos anteriores.

Para os primeiros meses de 2023, as projeções do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) apontam para chuvas acima da média em quase toda região Norte. No MATOPIBA (MAranhão, TOcantins, PIauí e BAhia), se espera chuvas dentro ou abaixo da média em janeiro e um fevereiro com chuvas irregulares.

No Centro-Oeste, o relatório do Inmet aponta para chuvas próximas e ligeiramente acima da média para a região centro-noroeste de Mato Grosso. Já para o restante da região, é esperado chuvas abaixo da média, principalmente na área central do Mato Grosso do Sul.

Para a região Sudeste são esperadas chuvas acima da média no Espírito Santo. Diferente do restante dos estados, em que a previsão indica chuva abaixo da climatologia do período.

Na região Sul, a mais impactada pelo La Niña, no leste de Santa Catarina é esperado chuvas acima da média, nas demais áreas, a previsão é de chuvas próximas ou abaixo da média.

Guerra na Ucrânia: única certeza é a incerteza

A expectativa para o mercado em 2022 era de recuperação após dois anos de pandemia severa. Mas, em fevereiro deste ano, o início do conflito entre Rússia e Ucrânia atrapalhou os planos. A guerra impactou diretamente no ritmo e preços das importações e exportações.

Para o agro brasileiro, o conflito tornou insumos mais caros, principalmente fertilizantes, que grande parte são importados da Rússia.

Com o fim de 2022, a Guerra na Ucrânia completa 10 meses e, como no começo, demonstra incertezas sobre o seu fim, por isso, analistas projetam que o conflito ainda deve durar alguns meses. Ou seja, a guerra deve continuar impactando os preços dos produtos comercializados pelos países envolvidos e até mercado interno brasileiro, que depende do petróleo e diesel para transporte.

E a China?

Enquanto o resto do mundo veio se recuperando das consequências da pandemia, a China ainda sofreu com a doença ao longo de 2022. Ainda vivenciando surtos, o país seguiu com a política “Covid Zero”, com protocolos e lockdowns rigorosos em combate à Covid-19.

Essas ações levaram a desaceleração da economia e fechamento do mercado chines, impactando também o mercado global, visto que a China é a maior importadora mundial.

Em 2022, a volatilidade das restrições em relação à política “Covid 0” influenciou nos preços das cotações agrícolas. Maior restrição: expectativa de menor demanda chinesa. Menos restrições: expectativa de maior demanda chinesa.

O governo Chines já traça uma estratégia para a retomada da economia em 2023. Os setores que devem recebem incentivos governamentais são: educação, imobiliário e tecnologia. Analistas projetam que a China deve seguir como principal compradora no mercado mundial, com a demanda melhorando no próximo ano

A China é um país com a característica de ser misterioso ao resto do mundo em suas ações, por isso, no longo prazo é difícil prever o que pode acontecer. Mas, o governo chines quer alcançar a retomada da economia. No momento, o principal fator que traz incertezas e precisa ser acompanhado é o aumento do número de casos da Covid-19 no país, que reflete diretamente em suas políticas internas, que por sua vez, reflete na economia global.

Adeus ano velho, feliz ano novo!

Apesar das dificuldades, de três La Niñas seguidas e impactos de uma guerra, o agricultor brasileiro conseguiu bater recordes de produção neste ano e segue para realizar o mesmo feito em 2023. Lembrando que nenhuma safra é igual a outra.

Devemos continuar nos informando sobre os principais acontecimentos no mundo e a expectativa que fica é de um 2023 de desafios e novas conquista para a agricultura brasileira.

Fique ligado em nossas publicações e as principais notícias do AGRO!

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